Nutricionista dá dicas de como não engordar ao parar de fumar

Para quem é fumante há muitos anos, parar de fumar torna-se um desafio. O Brasil é um dos países que mais reduziu o número de fumantes diários. Segundo uma pesquisa publicada em 2018 pela revista britânica The Lancet, o País teve uma queda de 29% para 12% entre homens e de 19% para 8% entre mulheres. A pesquisa foi feita entre o ano de 1990 e 2015.

Ao parar de fumar, os ex-fumantes têm uma melhora no paladar e no olfato. Junto a isso, existe também uma necessidade de ter algo para fazer com a boca e com as mãos. A nutricionista Fernanda Alferes explica que “ao parar de fumar, os ex-fumantes utilizam os alimentos da mesma forma que eles utilizavam o cigarro. Seja para lidar com o estresse, escapar do tédio, da tensão ou como uma ajuda na integração social”.

Novos hábitos, mudança no metabolismo

Segundo uma pesquisa feita pelo Hospital Universitário da USP, as pessoas que param de fumar, ganham na maioria das vezes entre 3 e 4 kg e aproximadamente. Porém, 10% das pessoas que param de fumar ganham uma quantidade avantajada de peso. Além dos novos hábitos, a mudança de metabolismo e a ansiedade são os principais fatores para as pessoas engordarem nesse período.

A nutricionista explica que a alimentação balanceada é o primeiro passo para evitar o ganho de peso. “Para uma alimentação saudável, é preciso consumir alimentos que possuam substâncias importantes para o bom funcionamento do organismo. Assim, o metabolismo do ex-fumante voltará a ter uma normalidade e a dieta não será mais um sacrifício”.

Quais alimentos consumir?

Os principais alimentos na hora de iniciar a dieta são os ricos em vitaminas, nutrientes e carboidratos.  “O cigarro geralmente deixa os fumantes sem apetite, por isso eles não possuem uma rotina alimentar. Uma dica legal é ter horários fixos para as refeições e também alimentos saudáveis entre elas. Por exemplo, a mandioca, além de ser rica em fibras – substância que transforma o carboidrato em energia, a mandioca também aumenta os níveis de serotonina – o neurotransmissor que age nas regiões do cérebro responsáveis pela sensação do bem-estar”.

A mandioca também pode ser encontrada em diversos alimentos para dar uma quebra na disciplina alimentar. Seja nas tapiocas, em chips ou em receitas, a raiz é a campeã na hora de beneficiar o nosso corpo.

“Este ingrediente tão rico no Brasil, ainda conta com fonte de fibras e é isenta de glúten. Auxilia ainda a regular o funcionamento do intestino e traz saciedade entre as refeições. Além disso, a tapioca pode substituir o pão no café da manhã e os chips de mandioca podem ser o lanche perfeito durante a rotina do dia a dia”, conclui a nutricionista.